Mercado mantém inflação em 3,91% para 2026 e eleva estimativa da Selic

Projeções indicam IPCA acima da meta de 3% e crescimento do PIB de 1,82%

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Foto: Leonardo Sá / Agência Senado

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil mantiveram em 3,91% a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, de acordo com os dados mais recentes da pesquisa Focus. A meta de inflação estabelecida para o período é de 3,00%.

Segundo o levantamento, a previsão para a inflação dos preços administrados — aqueles controlados por contratos ou pelo poder público — permaneceu em 3,67%. Já a estimativa para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) foi revisada de 3,18% para 3,19%.

Para 2027, as instituições financeiras elevaram a projeção para o IPCA de 3,79% para 3,80%, também acima da meta de inflação fixada em 3,00%. No mesmo período, a expectativa para a inflação dos preços administrados permaneceu em 3,74%, enquanto a previsão para o IGP-M foi mantida em 4,00%.

Em relação ao crescimento econômico, a pesquisa Focus manteve a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,82% para 2026. Para 2027, a projeção de crescimento da economia brasileira permaneceu em 1,80%.

O levantamento também indicou revisão na expectativa para a taxa básica de juros. A projeção para a Taxa Selic ao final de 2026 passou de 12,00% para 12,13% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 15,00% ao ano. Com base nas projeções do mercado, a expectativa é de redução de 2,87 pontos percentuais até o final de 2026. Há quatro semanas, a estimativa para a taxa ao término do ano era de 12,25%, segundo a pesquisa divulgada pelo Banco Central.