Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia do Sul, anunciaram nesta segunda-feira (23), em Seul, novos acordos para a elevação do relacionamento entre Brasil e os sul-coreanos. Em declaração conjunta, os dois líderes confirmaram a assinatura de acordos nas áreas de agricultura, tecnologia, medicamentos e iniciativas para ampliar o intercâmbio cultural e educacional, além de reforçarem o compromisso com a expansão do comércio bilateral.
A reunião ocorreu após a visita oficial de Lula à Índia. Durante entrevista, os presidentes também destacaram o compromisso de ambos os países com valores democráticos e com o fortalecimento da soberania popular diante de cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias.
Segundo Lula, a visita marca a retomada de encontros presenciais de alto nível após um intervalo de mais de uma década. O presidente brasileiro afirmou que a nova etapa do relacionamento inclui um Plano de Ação com iniciativas previstas para os próximos três anos.
No campo econômico, Lula declarou que o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina e que o intercâmbio comercial entre os dois países alcança cerca de US$ 11 bilhões. A Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os parceiros comerciais do Brasil na Ásia.
Entre as áreas apontadas para ampliação da cooperação estão transição energética, cadeias de minerais críticos, semicondutores e inteligência artificial. Os dois governos celebraram um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva, com objetivo de facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e ampliar a segurança jurídica para empresas. Também foi firmado um memorando voltado à cooperação financeira em agendas de interesse comum.
Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, os presidentes informaram que discutiram caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021.
Na área da saúde, os instrumentos assinados abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e crônicas, além de cooperação em genômica avançada e saúde digital.