Na coluna Gestão Robusta desta sexta-feira (20), André Luiz Casagrande fala com o médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, Bruno Gonzales de Freitas, sobre como o avanço do abate de fêmeas em 2025, especialmente em Mato Grosso — que registrou 3,61 milhões de cabeças abatidas e recorde total de 7,46 milhões de bovinos — sinaliza uma possível redução na oferta de bezerros nos próximos anos.
Segundo o especialista, o aumento no envio de matrizes e novilhas ao abate compromete a estrutura reprodutiva do rebanho, diminui a capacidade de reposição e pode gerar escassez de bezerros, favorecendo a valorização da cria e impactando positivamente os preços do boi gordo em 2026.
Diante desse cenário, Freitas destaca que decisões dentro da porteira devem equilibrar fluxo de caixa e manutenção da base produtiva, com foco em reprodução e genética. Tecnologias como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) ganham relevância ao elevar taxas de prenhez, reduzir intervalos entre partos e acelerar o ganho genético.
Por fim, o especialista reforça que gestão e biotecnologias reprodutivas deixam de ser diferenciais e passam a ser pilares estruturais para atravessar a mudança do ciclo pecuário com competitividade, aproveitando a alta do bezerro e preservando a rentabilidade da atividade de cria.
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