Inflação ao consumidor acelera em janeiro e atinge maior difusão desde o fim de 2024

Alta do IPC reflete reajustes em tarifas, alimentos e serviços, segundo a FGV

Por -Da Redação, com Safras & Mercado
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Foto: Reprodução

A inflação ao consumidor acelerou em janeiro e fechou o mês com alta de 0,59%, conforme dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa avanço em relação a dezembro, quando o índice havia registrado variação de 0,28%, e indica um início de ano marcado por maior pressão sobre os preços pagos pelas famílias.

De acordo com o levantamento, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram aumento nas taxas de variação. O grupo Transportes teve a maior aceleração, passando de 0,38% em dezembro para 1,18% em janeiro, influenciado principalmente por reajustes nas tarifas de ônibus urbano. Alimentação também ganhou força, subindo de 0,13% para 0,70%, refletindo aumentos em itens básicos consumidos no dia a dia.

Outros grupos que registraram elevação foram Saúde e Cuidados Pessoais, que avançou de 0,07% para 0,46%, Despesas Diversas, de 0,08% para 0,23%, e Habitação, que passou de 0,20% para 0,23%, impactada por reajustes nas tarifas de água e esgoto residencial. Na direção oposta, Vestuário apresentou queda, saindo de 0,27% para -0,62%, enquanto Comunicação ficou estável e Educação, Leitura e Recreação manteve taxa elevada, em 1,16%.

O Núcleo do IPC, que exclui itens mais voláteis, também mostrou aceleração e subiu 0,52% em janeiro, acima dos 0,33% registrados em dezembro. Dos 85 itens analisados, 41 ficaram fora do cálculo do núcleo por apresentarem variações muito baixas ou muito altas no período.

Outro indicador que chamou atenção foi o Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços. Em janeiro, o índice alcançou 71,29%, cerca de 10 pontos percentuais acima do resultado de dezembro, quando ficou em 61,29%. O dado indica que a alta de preços se espalhou por um número maior de produtos e serviços, caracterizando uma inflação mais disseminada.

Apesar da aceleração mensal, economistas destacam que o comportamento da inflação ainda está inserido em um cenário de desinflação gradual ao longo do ano, com expectativa de acomodação nos próximos meses, à medida que os efeitos sazonais de reajustes de início de ano percam força.