A produção nacional de petróleo e gás atingiu o patamar de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2025. O índice supera em 13,3% os números do ano anterior e estabelece o maior volume já extraído em solo brasileiro, ultrapassando o topo anterior de 4,344 milhões de boe/d, registrado em 2023.
Os dados foram compilados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia.
O vigor do setor em 2025 reafirma a indústria extrativa como um dos principais motores da economia. Enquanto o crescimento industrial geral do país foi de 0,6% no ano passado, o segmento extrativo avançou 4,9%, segundo dados publicados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Números recordes
Expansão da frota e infraestrutura
A aceleração produtiva de 2025 reflete a entrada de novos sistemas de exploração. Ao todo, quatro novas unidades do tipo FPSO iniciaram a operação, todas alocadas no pré-sal da Bacia de Santos.
Entradas em operação (2025):
Geografia e origem da extração
De acordo com o detalhamento da ANP, o pré-sal cujas reservas estão em profundidades de 5 mil a 7 mil metros é o grande protagonista, respondendo por 79,63% da produção total. O pós-sal representa 15,45%, enquanto a extração em terra soma 4,92%.
Liderança na Produção Marítima - Principais Campos
A produção marítima é dominada por alguns campos-chave, com o Tupi e Búzios se destacando como líderes. Juntos, eles representam mais de 40% da produção total.
O campo de Mero também contribui significativamente, com 14,44%. Itapu e Jubarte têm participações similares, ambas pouco acima dos 4%.
A Bacia de Santos concentra 77,79% da produção marítima, seguida pela Bacia de Campos com 19,67%. No ranking estadual, o Rio de Janeiro lidera com 87,8% do óleo extraído. A novidade do período foi o Espírito Santo (5,12%), que assumiu a vice-liderança nacional, ultrapassando São Paulo (4,89%).
Liderança da Petrobras
A Petrobras segue como a maior operadora do país. Em dezembro, os ativos geridos pela estatal (em parcerias ou de forma isolada) detiveram 90,03% da produção nacional. Nos campos onde opera sozinha, a empresa foi responsável por 23,9% do volume total extraído no último mês do ano.