Ibovespa bate novo recorde histórico e dólar segue perto de R$ 5,20

Mercado reage à expectativa de decisão do Copom e ao cenário internacional

Por -Da Redação, com MoneyTimes
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O Ibovespa voltou a renovar recordes na quarta-feira (28) e encerrou o pregão acima dos 184 mil pontos, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela expectativa em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

O principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 1,52%, aos 184.691 pontos, superando o recorde registrado no pregão anterior. Durante o dia, o Ibovespa chegou a ultrapassar a marca dos 185 mil pontos, renovando também o recorde intradiário.

Já o dólar à vista terminou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,2066, mantendo-se no menor patamar desde maio de 2024.

No cenário doméstico, os investidores aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, com expectativa majoritária de manutenção da Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. Parte do mercado, no entanto, já vê espaço para um corte de juros.

Levantamento do BTG Pactual mostrou que 76% dos entrevistados esperavam a manutenção da Selic, mas 68% consideravam justificável uma redução já nesta reunião, diante do cenário de inflação e atividade econômica.

A forte entrada de recursos estrangeiros segue como um dos principais motores da alta da bolsa. Segundo dados da B3, o fluxo externo já soma US$ 17,7 bilhões no ano, com US$ 2 bilhões aportados apenas na última sexta-feira.

Entre os destaques do pregão, a Vale teve alta superior a 2%, com forte volume de negociações, após divulgar prévia operacional do quarto trimestre. A mineradora produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no período, alta de 6% na comparação anual.

A Petrobras também contribuiu para o desempenho do índice, ao registrar o nono pregão consecutivo de alta, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Juntas, Vale, Petrobras e bancos representam cerca de metade da carteira teórica do Ibovespa.

Na ponta positiva, a Raízen teve forte valorização, subindo mais de 17%, impulsionada por expectativas de reestruturação financeira. Já a Embraer figurou entre as maiores quedas do dia, mesmo após anunciar novo recorde em sua carteira de pedidos.

No exterior, as bolsas de Wall Street fecharam sem direção única após o Federal Reserve manter os juros inalterados. Na Europa, os principais índices encerraram em queda, enquanto os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta.