As maiores redes de supermercados do Reino Unido e da Europa enviaram uma carta nesta semana pedindo que as grandes tradings do agronegócio digam como vão agir depois que a Moratória da Soja foi interrompida. No documento, os varejistas disseram que vão analisar cada empresa individualmente e querem respostas até o dia 16 de fevereiro.
O mote da cobrança é simples: mesmo com o fim do acordo, os supermercados querem continuar vetando a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mantendo esse critério como regra.
Os principais grupos que assinaram o pedido foram líderes no varejo europeu, entre eles Tesco, Sainsbury’s, Aldi e Lidl. Eles afirmam estar decepcionados com a retirada voluntária da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) da moratória e querem clareza sobre os compromissos ambientais das empresas.
O recado também chegou aos CEOs de grandes tradings como ADM, Bunge e Cargill, com cópias para autoridades brasileiras. Os supermercados deixaram claro que vão usar o prazo para decidir se continuam ou não fazendo negócios com cada trading, com base nas práticas ambientais adotadas.