Coluna: Mercado de reposição sobe forte e relação de troca fica mais apertada
Escalas curtas, bezerro valorizado e milho barato moldam o cenário da pecuária de corte
Foto: Embrapa
Na coluna De Olho no Mercado desta semana, Fabiano Reis analisa que o mercado do boi gordo encerra janeiro sob pressão de preços em diversas praças brasileiras. Escalas de abate mais curtas, consumo doméstico ainda fraco e uma relação de troca cada vez menos favorável com o bezerro têm limitado os negócios, mesmo com exportações operando em níveis recordes.
Do lado dos custos, há um ponto de alívio para o pecuarista: a relação de troca com o milho segue bastante favorável. A elevada oferta do cereal — impulsionada pela segunda safra e pela necessidade de escoamento para liberação de armazéns — tem mantido os preços pressionados, abrindo oportunidades de compra, ainda que os custos logísticos estejam em alta.
Já o mercado de reposição segue firme. Bezerro e boi magro continuam em forte valorização, com o Indicador Cepea/MS superando R$ 3,1 mil por cabeça. Apesar do cenário altista para todas as categorias, o ritmo de alta do bezerro tem sido mais intenso, o que exige cautela do invernista, já que, por ora, esse movimento não se reflete na mesma proporção nos preços do boi terminado.
Leia mais na coluna De Olho no Mercado. Boa leitura!