Mercado de café recua com clima mais favorável no Brasil
Expectativa de safra melhor pressiona arábica, enquanto robusta sobe em Londres
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Os preços do café apresentaram queda nesta semana, especialmente para o arábica negociado na Bolsa de Nova York, que serve de referência para o mercado internacional.
No Brasil, tanto o arábica quanto o conilon também registraram recuos, enquanto o robusta negociado em Londres avançou e atingiu os níveis mais altos em cerca de 40 dias.
O mercado segue volátil, com as cotações pressionadas por previsões de clima mais favorável no cinturão cafeeiro brasileiro. As chuvas recentes têm beneficiado o desenvolvimento da safra 2026, reforçando a expectativa de uma produção maior de arábica no próximo ciclo.
Segundo analistas, outros fatores também contribuíram para a pressão sobre os preços, como o fim das tarifas norte-americanas sobre o café brasileiro e o adiamento das regras ambientais da União Europeia. O alívio em tensões geopolíticas na América do Sul também ajudou a reduzir os prêmios de risco no mercado.
No balanço semanal, o café arábica para março de 2026 caiu cerca de 2,9% em Nova York. Já o robusta em Londres teve leve alta, sustentado pelo ritmo mais lento de vendas no Vietnã.
No mercado interno, os preços recuaram tanto para o arábica no Sul de Minas quanto para o conilon no Espírito Santo. A queda do dólar frente ao real também contribuiu para a pressão sobre as cotações.