Preços do boi gordo retomam estabilidade no mercado físico
Com oferta restrita e escalas curtas, arroba do boi se mantém acomodada
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O mercado físico do boi gordo encerrou esta quinta-feira (21) com estabilidade nas cotações das principais praças pecuárias do país. O cenário reflete um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, em meio à retenção de animais por parte dos pecuaristas e a um consumo doméstico ainda enfraquecido.
De acordo com levantamento do Canal Rural, a oferta de gado terminado segue limitada, especialmente em regiões onde os produtores optam por segurar os animais nas pastagens, aguardando condições mais favoráveis de negociação. Ao mesmo tempo, as escalas de abate dos frigoríficos permanecem curtas, o que ajuda a sustentar os preços, mesmo sem espaço para avanços mais consistentes.
Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi negociada, em média, a R$ 321,83, levemente abaixo do valor observado no dia anterior. Em Goiás, o preço médio ficou em R$ 308,21, enquanto Minas Gerais registrou R$ 308,41. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi cotada a R$ 307,39, e no Mato Grosso, principal estado produtor, o valor médio ficou em R$ 299,30.
No mercado atacadista de carne bovina, o movimento foi de queda nos preços, pressionado por um consumo mais fraco neste início de ano. Analistas apontam que despesas sazonais, como impostos, material escolar e custos fixos das famílias, acabam reduzindo o poder de compra do consumidor, afetando diretamente a demanda por proteínas de maior valor agregado.
Entre os principais cortes comercializados no atacado, o quarto traseiro foi negociado próximo de R$ 26 o quilo, o quarto dianteiro em torno de R$ 18, e a ponta de agulha a aproximadamente R$ 17,50 o quilo, reforçando o viés de acomodação do mercado.