A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) ajustou positivamente em 0,8% sua projeção para o esmagamento de soja neste ano, elevando o teto de 60,5 milhões para 61 milhões de toneladas. Este novo patamar recorde supera em 4,3% o volume registrado em 2025.
As expectativas para os subprodutos também foram atualizadas: a produção de farelo subiu 0,9% (chegando a 47 milhões de toneladas), enquanto a de óleo de soja teve incremento de 0,8% (alcançando 12,25 milhões de toneladas).
De acordo com a entidade, esse desempenho é impulsionado por uma safra farta, calculada em 177,1 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, as vendas de farelo devem se manter estáveis em 24,6 milhões de toneladas. Já os embarques do grão in natura devem crescer 0,5%, atingindo 111,5 milhões de toneladas. O maior salto é esperado no óleo de soja, com alta de 11,5% nas exportações, totalizando 1,45 milhão de toneladas.
Internamente, a demanda por farelo deve subir 4,1%, somando 20,3 milhões de toneladas, enquanto a procura por óleo deve avançar 2,9%, para 10,8 milhões de toneladas. As reservas finais estão estimadas em 9,2 milhões de toneladas para o grão e 533 mil toneladas para o óleo.
“Ao processarmos 61 milhões de toneladas, estamos agregando valor à nossa matéria-prima e garantindo o suprimento de proteínas e energia para o mercado interno e global”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove.
No ano anterior, a indústria processou 58,5 milhões de toneladas da oleaginosa, gerando 45,1 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo. As exportações em 2025 fecharam em 108,2 milhões de toneladas (grãos), 23,3 milhões (farelo) e 1,36 milhão (óleo). Por outro lado, o Brasil importou 969 mil toneladas de soja e 105 mil toneladas de óleo.