Trump confirma convite a Lula para integrar conselho sobre Gaza
Planalto ainda não informou se presidente brasileiro aceitará o convite
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado Conselho da Paz, grupo de líderes internacionais que deve acompanhar a reconstrução da Faixa de Gaza.
Segundo Trump, o colegiado será presidido por ele e terá como função supervisionar o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, criado pela Casa Branca para coordenar ações no território palestino, devastado por anos de conflitos e bombardeios.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”, afirmou Trump durante coletiva de imprensa em que fez um balanço de seu segundo mandato, que vai até janeiro de 2029.
O conselho faz parte da segunda fase de um plano de paz anunciado em outubro do ano passado, que previa um cessar-fogo na região. Apesar disso, relatos recentes indicam que confrontos e bombardeios continuam ocorrendo em Gaza.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade de Lula aceitar o convite. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que o convite foi recebido por meio da embaixada brasileira em Washington.
Além de Lula, outros líderes internacionais também foram convidados, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, além de autoridades da Turquia, Europa e Egito. Nenhum representante palestino foi indicado até agora para compor o grupo.
Segundo a imprensa internacional, o anúncio do conselho gerou críticas do governo de Israel, que afirmou não ter sido consultado previamente. Um rascunho divulgado por veículos estrangeiros chegou a mencionar a cobrança de US$ 1 bilhão para garantir assento permanente no conselho, informação que foi negada pela Casa Branca.
Em meio ao aumento das tensões com líderes europeus, Lula criticou Trump durante evento no Rio Grande do Sul, afirmando que o presidente norte-americano tenta “governar o mundo pelas redes sociais”, em referência às frequentes declarações feitas online.