Boi gordo continua estável em disputa entre frigoríficos e pecuaristas

Produtores seguram oferta e indústrias tentam pressionar preços, apontam consultorias

Por -Da Redação, com Portal DBO
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Os preços do boi gordo mantiveram-se estáveis na terça-feira (20) nas principais praças brasileiras, em um cenário que os analistas descrevem como uma “queda de braço” entre pecuaristas e frigoríficos. Segundo a consultoria Agrifatto, a oferta de boiadas segue enxuta porque os produtores, beneficiados pela boa condição das pastagens, não têm pressa em vender.

Enquanto isso, o consumo interno de carne bovina apresentou desaceleração na segunda quinzena de janeiro, período que costuma ser mais fraco na demanda. As exportações também mostraram recuo na terceira semana do mês, o que reduziu a necessidade de compra por parte das indústrias, segundo a Agrifatto.

“A conjuntura reduz a necessidade imediata de compra por parte dos frigoríficos, mesmo com escalas que atendem apenas oito dias, na média nacional”, avaliou a consultoria.

De um lado, as indústrias tentam ajustar suas programações e pressionar as cotações para baixo diante do escoamento mais lento da carne. Do outro, os produtores resistem, sem pressa para negociar.
Além da pressão pontual de preços, fatores como qualidade do lote, condição das pastagens e ritmo de compras dos frigoríficos também influenciam as decisões dos pecuaristas, de acordo com a Agrifatto. No curto prazo, a consultoria aponta cautela no mercado e tendência de manutenção dos preços enquanto a oferta continuar controlada.

Na terça (20), a arroba do boi gordo em São Paulo ficou em R$ 320, segundo dados da Agrifatto. A média nas 17 praças acompanhadas pela consultoria foi de R$ 303,80 por arroba, sem grandes oscilações em relação aos dias anteriores. A Scot Consultoria registrou preço de R$ 318 por arroba para boi gordo sem padrão-exportação, R$ 322 para o “boi-China”, R$ 302 para vaca gorda e R$ 312 para novilha terminada.