Aumento de impostos acende alerta no agronegócio para 2026

Novas regras elevam custos e exigem mais planejamento do produtor rural

Por -Da Redação, com MoneyTimes
2 Min

Foto: Reprodução

O ano de 2026 começa com desafios adicionais para o agronegócio brasileiro, especialmente no campo fiscal. Mudanças recentes na legislação tributária devem elevar custos tanto para produtores rurais pessoas físicas quanto jurídicas, exigindo atenção redobrada à gestão financeira.

Segundo análise do especialista André Passos, o produtor rural enfrenta um cenário de margens mais apertadas, influenciado por fatores como juros elevados, câmbio, crédito restrito e aumento da carga tributária. Nesse contexto, o controle rigoroso dos custos passa a ser essencial para a sustentabilidade do negócio.

Uma das principais mudanças está no Imposto de Renda da atividade rural. Lei aprovada no fim de 2025 instituiu uma tributação mínima para altas rendas, que pode elevar em até 10% o imposto incidente sobre valores acima de R$ 1,2 milhão ao ano para produtores que atuam como pessoa física. A regra já vale para rendimentos apurados a partir de janeiro de 2026.

Para produtores organizados como pessoa jurídica, outra norma elevou a margem presumida do lucro para cálculo do Imposto de Renda, afetando principalmente médios produtores com faturamento anual de até R$ 78 milhões. A medida entra em vigor em abril de 2026 e aumenta o peso tributário sobre esse grupo.

Além disso, embora a reforma tributária do consumo tenha efeitos mais diretos previstos apenas para 2027, adaptações operacionais já começam a ser exigidas neste ano, como ajustes em notas fiscais e controles internos. Especialistas alertam que, diante do emaranhado de novas regras, quem investir em planejamento e gestão fiscal terá mais condições de atravessar um período de maior pressão sobre custos e resultados.