Com tarifaço de Trump, exportações do Brasil para os EUA caem em 2025

Alta nas vendas para China e União Europeia compensou parte das perdas

Por -Da Redação, com Agência Brasil e Safras & Mercado
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Foto: Divulgação / Mapa

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A queda ocorreu em um ano marcado pelo tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump.

No sentido contrário, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% e chegaram a US$ 45,246 bilhões. Com isso, o Brasil encerrou o ano com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos.

Mesmo após a retirada parcial das tarifas adicionais anunciada em novembro, cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano seguem sujeitas a sobretaxas. Apenas 36% das vendas estão livres de encargos extras.

Em dezembro, as exportações para os Estados Unidos caíram 7,2% na comparação anual, marcando a quinta queda seguida desde a adoção das tarifas mais elevadas.

Enquanto isso, o comércio com outros parceiros cresceu. As exportações para a China aumentaram 6% em 2025, alcançando US$ 100 bilhões, garantindo superávit para o Brasil. Já as vendas para a União Europeia avançaram 3,2%, mesmo com o adiamento da assinatura do acordo entre os blocos.

O governo brasileiro afirma que mantém negociações para reduzir as tarifas remanescentes e aposta no diálogo para ampliar o acesso dos produtos nacionais ao mercado norte-americano.

Alckmin destaca recordes do comércio exterior em 2025

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil encerrou 2025 com recordes no comércio exterior, mesmo diante de dificuldades geopolíticas e do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Segundo ele, as exportações somaram US$ 348,7 bilhões e o saldo da balança comercial foi o terceiro maior da série histórica. O ministro destacou que o crescimento brasileiro superou o ritmo do comércio global.

Alckmin citou avanços nas exportações de carne bovina, veículos, petróleo, minério de ferro, soja, açúcar, café e celulose, além do aumento das importações de máquinas e equipamentos.

Para 2026, o governo projeta exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.