Mercado de feijão enfrenta desafios para manter consumo e exportações em 2026

Produção menor e estoques limitados exigem atenção da cadeia produtiva

Por -Da Redação, com Cepea
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O ano de 2026 deve marcar a consolidação do acompanhamento dos preços do feijão pelo Cepea, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa prevê ampla divulgação de preços médios diários em diferentes estados e regiões, permitindo melhor compreensão das dinâmicas do mercado.

 

Além do feijão comum, o Cepea também busca ampliar o monitoramento de outros produtos, como o feijão-caupi, que representa pouco mais de 20% da oferta nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 

No campo da produção, a Conab estima que a safra 2025/26 alcance 3 milhões de toneladas, volume 1,8% menor que o da temporada anterior. Com estoques iniciais de 106,8 mil toneladas e importações previstas de 21,6 mil toneladas ao longo do ano, a disponibilidade interna deve chegar a 3,13 milhões de toneladas.
 

Desse total, o consumo interno é estimado em 2,8 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem somar 214,4 mil toneladas em 2026. O volume exportado representa uma queda de 53,8% em relação a 2025, ano considerado recorde para o setor.
 

Com isso, o estoque final projetado é de 118,4 mil toneladas, suficiente para abastecer o mercado nacional por apenas 2,2 semanas. Diante desse quadro, o Cepea aponta dois grandes desafios para a cadeia produtiva: estimular o consumo interno, que caiu mais de 11% nos últimos seis anos, e manter um nível relevante de exportações para compensar essa retração.