Sebo bovino atinge produção recorde e ganha espaço no biodiesel

Mais da metade da oferta já é absorvida pela indústria de biocombustíveis

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

A cadeia do sebo bovino vive um momento histórico no Brasil, com produção recorde e forte crescimento da demanda da indústria de biodiesel. O avanço do biocombustível na matriz energética nacional transformou o insumo em um componente estratégico para a economia e para o meio ambiente.

No primeiro semestre do ano, a produção de sebo bovino somou 806,8 mil toneladas. Para o segundo semestre, a estimativa é de 896,9 mil toneladas, crescimento de 11,2%, segundo dados da Scot Consultoria. Ao mesmo tempo, o consumo segue aquecido. Entre janeiro e outubro, o volume destinado à fabricação de biodiesel alcançou 524,4 mil metros cúbicos.

A produção nacional de biodiesel chegou a 8,1 milhões de metros cúbicos até outubro, avanço de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Dentro desse total, o sebo bovino respondeu por 6,5% da produção acumulada, percentual que vem crescendo mês a mês.

No primeiro semestre, cerca de 28,8% do sebo produzido foi usado no biodiesel. Já no segundo semestre, essa participação subiu para 39%. Em outubro, mais da metade da produção nacional foi absorvida pela indústria do biocombustível, e a estimativa aponta para participação ainda maior nos próximos meses.

Além do impacto econômico, o uso do sebo bovino traz ganhos ambientais. O biodiesel feito a partir do insumo emite muito menos gases de efeito estufa do que o diesel fóssil e também menos do que o biodiesel de óleo de soja.

A expectativa é de demanda crescente nos próximos anos. A partir de 2026, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel será elevada de forma gradual até atingir B30 em 2030, o que deve ampliar ainda mais o uso do sebo bovino no país.

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