China aumenta rigor para descarregar navios e pode afetar fluxo da soja brasileira

Tempo de liberação pode chegar a 25 dias e criar prejuízos ao mercado em 2026

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

China aumenta rigor para descarregar navios e pode afetar fluxo da soja brasileira
Foto: Divulgação/Porto de Santos

A China vem ampliando o rigor nas regras de quarentena para descarregamento de navios, o que pode atrasar a liberação de cargas e impactar o fluxo da soja brasileira no ano que vem. As medidas foram destacadas nesta quinta-feira (11) por Eduardo Vanin, especialista da Marex e diretor da Agrinvest Commodities.

Segundo ele, a China já comprou cerca de 20 navios de soja dos Estados Unidos somente nesta semana, mesmo com o produto norte-americano mais caro. Do compromisso de 12 milhões de toneladas que os chineses assumiram, metade já foi cumprida.

O problema é que o processo de descarregamento, que normalmente leva de 5 a 7 dias, pode passar para 20 a 25 dias com as novas regras. Os custos desse atraso são pagos pelos compradores, que já enfrentam margens apertadas.

Vanin explica que, ao controlar o ritmo de liberação, a China também controla a margem de lucro, criando escassez de curto prazo no farelo de soja e elevando seu preço no mercado interno, como já ocorre na Bolsa de Dalian.

Além disso, a China segue comprando soja de leilões internos, como o realizado nesta quinta-feira, quando 400 mil toneladas foram adquiridas por tradings para esmagamento.

Para o analista, o maior risco é 2026 começar com atrasos frequentes para navios do Brasil, o que pode reduzir a demanda e influenciar os prêmios pagos pela soja brasileira.

As estimativas da safra brasileira variam entre 172 e 177 milhões de toneladas. A Conab manteve nesta quinta-feira a previsão em 177,1 milhões de toneladas, com leve ajuste na área plantada.


 

 


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