Agricultores dos EUA dizem que ajuda de US$ 12 bilhões é insuficiente
Setor afirma que pacote de Trump não cobre perdas causadas pela guerra comercial
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Agricultores dos Estados Unidos afirmam que o pacote de ajuda de 12 bilhões de dólares anunciado pelo presidente Donald Trump não será suficiente para compensar as perdas do ano. Eles dizem que, apesar de o auxílio ser bem-vindo, os prejuízos com os baixos preços das safras e a redução das exportações são muito maiores.
Produtores, economistas e bancos agrícolas explicam que o dinheiro pode ajudar nas despesas imediatas, mas não resolve o problema do setor. Muitos enfrentam custos altos com mão de obra, fertilizantes e sementes. Além disso, culturas como a soja perderam espaço no mercado internacional por causa das disputas comerciais.
As perdas agrícolas deste ano variam entre 35 bilhões e 44 bilhões de dólares, segundo especialistas. O governo afirma que a ajuda é apenas uma medida temporária até que novas regras de incentivo agrícola entrem em vigor com a lei de impostos e gastos de Trump.
A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse que o objetivo é fortalecer os mercados, e não manter agricultores dependentes de cheques do governo.
Mesmo assim, levantamentos mostram que menos da metade dos produtores deve ter lucro em 2026. Muitos devem usar o dinheiro apenas para pagar dívidas. Pesquisas apontam que mais de 50 por cento dos agricultores não devem investir em máquinas ou capital de giro com o valor recebido.
Produtores de soja foram especialmente afetados após a China suspender temporariamente as importações do produto. Eles dizem que perderam bilhões de dólares e que o pacote cobre apenas uma parte pequena do prejuízo.
Setores como frutas, vegetais e batata também afirmam que a ajuda será insuficiente. Apenas um bilhão de dólares do pacote será destinado a eles, valor considerado muito abaixo do necessário. Só a batata russet teve perda estimada em meio bilhão de dólares.
O governo informou que os pagamentos serão calculados com base na área plantada e nos custos de produção, sem ajustes regionais.