Agro impulsiona economia em 2025, mas enfrenta desafios para 2026
CNA prevê riscos fiscais, clima instável e queda no comércio exterior
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta terça-feira (9) um balanço do desempenho do agro em 2025 e as expectativas para 2026. Segundo a entidade, o setor foi fundamental para conter a inflação e ajudar no crescimento econômico deste ano.
A inflação deve fechar 2025 em 4,4%, e o PIB do agronegócio tem alta estimada de 9,6%. Para 2026, a projeção é de crescimento de 1%. Sem o agro, segundo a CNA, o país poderia ter descumprido metas econômicas.
A entidade alerta que 2026 será um ano difícil, principalmente pela necessidade de ajuste fiscal. O governo deve aumentar a arrecadação para tentar equilibrar as contas. Outro ponto de preocupação é o endividamento rural, que chegou a 11,4%, o maior desde 2011.
Problemas climáticos, preços menores das commodities e altos custos de produção agravaram a situação. O seguro rural também teve baixa cobertura em 2025, alcançando menos de 5% das áreas agricultáveis. A falta de proteção aumenta os riscos para o produtor.
O Valor Bruto da Produção deve chegar a R$ 1,57 trilhão em 2026, puxado principalmente pela soja. Já a pecuária deve enfrentar redução na oferta de bovinos e possível alta no preço da carne.
No mercado internacional, a CNA vê possíveis impactos das políticas comerciais dos Estados Unidos e mudanças no comércio global. A entidade também alerta para riscos no acordo Mercosul–União Europeia e para novas regras ambientais da Europa e da China.