Movimentos sociais, entidades de saúde e direitos humanos reforçaram críticas ao uso de agrotóxicos no campo. O alerta foi lançado no Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos, celebrado em 3 de dezembro.
Entre 2013 e 2022, foram notificadas mais de 124 mil intoxicações. Só em 2024, foram 276 casos — o maior número da década e um salto de 762% em relação a 2023.
Segundo os grupos, o modelo químico de produção agrícola é o principal responsável pelas contaminações ambientais e por riscos à saúde. Há registros de impactos graves no ecossistema, contaminação de água, solo e também ameaça à biodiversidade.
As organizações pedem leis mais rigorosas, acompanhamento das pulverizações e proteção às comunidades. Também buscam apoio judicial às vítimas.
O uso indiscriminado de agrotóxicos, segundo eles, representa uma grave contradição: o agronegócio garante produção e lucro — mas traz danos à saúde e ao meio ambiente.