Brasil tem grandes reservas minerais, mas avança pouco na produção

Ipea aponta que país perde espaço na corrida global por minerais estratégicos

Por -Da Redação, com Safras & Mercado
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Um estudo do Ipea mostra que o Brasil tem grandes reservas de minerais usados na transição energética, mas não consegue transformar esse potencial em produção. O levantamento analisou dez minerais importantes para tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares.

O país possui 74 milhões de toneladas de grafita, volume próximo ao da China. Nas terras raras, tem 19% das reservas globais. O Brasil também aparece entre os maiores detentores de manganês, níquel e bauxita. Mesmo assim, a produção nacional caiu nos últimos anos, enquanto o mundo acelerou a extração.

De acordo com o estudo, a produção de grafita no Brasil recuou, em média, 8,4% ao ano. No manganês, a queda foi de 7,4%. Nas terras raras, a retração chegou a 6,4%. Ao mesmo tempo, países como Moçambique e Madagascar avançaram rapidamente.

A pesquisa destaca que a China domina etapas de refino e processamento: 95% da grafita, 91% das terras raras e 91% do manganês passam por instalações chinesas. O país também lidera a produção global de baterias.

O Ipea alerta que o Brasil ainda atua como exportador de minérios brutos e importador de tecnologia. Para mudar esse cenário, seria necessário estimular pesquisa geológica, modernizar logística, fortalecer regras ambientais e ampliar a capacidade industrial.

O estudo aponta que o país precisa agir rápido para aproveitar a janela aberta pela transição energética e evitar perder espaço na economia verde.