Custos da pecuária seguem altos e com fertilizantes caros
MAP e ureia pressionam gastos dos produtores em 2025
Foto divulgação
A relação de troca entre o boi gordo e os fertilizantes continua ruim para o pecuarista em 2025. Segundo dados do Radar Agro Itaú BBA, mesmo com a normalização dos preços internacionais de insumos, o produtor não ganhou poder de compra. O boi gordo permanece estável entre R$ 290 e R$ 315 por arroba em São Paulo, enquanto alguns fertilizantes seguem acima da média.
O MAP é o insumo que mais pesa no orçamento. Em 2025, o produto continua mais caro que nos últimos cinco anos e exige mais arrobas para comprar uma tonelada, o que atrapalha a adubação e a produtividade das pastagens.
Por outro lado, o potássio KCl é o insumo em melhor momento, com preço abaixo dos picos de 2022. Isso permitiu uma troca mais favorável para parte dos produtores. Já a ureia permanece volátil e acima da média histórica, exigindo muitas arrobas para aquisição.
O Itaú BBA afirma que o custo de produção segue elevado, principalmente em sistemas que usam mais tecnologia. A recomendação é que o produtor planeje compras com antecedência e fique atento a oportunidades de mercado ao longo do ano.