Milho fecha a semana perto da estabilidade, mas acumula quedas em Chicago

Mercado interno também segue com poucas mudanças e operação lateralizada

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
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Foto divulgação

Os preços do milho nos Estados Unidos encerraram a sexta-feira (21) praticamente estáveis, mas fecharam a semana com quedas. Segundo o Farm Futures, os contratos ampliaram a fraqueza vista nos últimos dias, acompanhando o movimento da soja. Mesmo assim, houve algum suporte com exportações firmes, mercado físico aquecido e menor pressão da colheita.

Analistas apontam que faltam notícias positivas e que os fundamentos de oferta continuam pesados. A expectativa de safra recorde nos EUA limita qualquer reação. O USDA elevou a produtividade para 186 bushels por acre, acima das projeções, e estimou a produção em 16,7 bilhões de bushels, cerca de 12% maior que a do ano passado.

Os contratos fecharam assim: dezembro/25 a US$ 4,25, março/26 a US$ 4,37, maio/26 a US$ 4,44 e julho/26 a US$ 4,50. As quedas semanais foram de 1,1% a 1,6%, dependendo do vencimento.

No Brasil, o milho na Bolsa Brasileira (B3) também teve pouca oscilação. De acordo com o analista Roberto Carlos Rafael, o mercado segue lateralizado, com pouco movimento por causa do feriado e do período de plantio. Ele destaca que a logística deve ficar mais complicada no fim do ano por causa do Natal e Ano-Novo.

No mercado físico, houve mais altas do que baixas nesta sexta-feira. Sorriso/MT foi a única praça onde houve queda. Já Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Itapetininga/SP e Campinas/SP registraram valorização.

Os futuros na B3 fecharam o dia assim: janeiro/26 a R$ 71,20, março/26 a R$ 72,50, maio/26 a R$ 71,78 e julho/26 a R$ 69,98. Na semana, houve pequenas perdas em alguns vencimentos e leves altas em outros.