Dólar fecha estável e completa cinco semanas de queda frente ao real
Moeda norte-americana encerra a R$ 5,29 após dia de oscilações moderadas
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O dólar encerrou a sexta-feira (14) praticamente estável no Brasil, pouco abaixo de R$ 5,30, consolidando sua quinta semana consecutiva de desvalorização frente ao real em um ambiente de cautela nos mercados internacionais. A moeda norte-americana terminou o dia com leve variação negativa de 0,01%, cotada a R$ 5,2976 na venda. Com isso, acumulou queda de 0,70% na semana e recuou 14,26% no ano, reforçando a tendência de enfraquecimento registrada ao longo de 2024.
No mercado futuro, o contrato para dezembro — o mais negociado na B3 — avançava 0,08% no fim da tarde, sendo negociado a R$ 5,3130 às 17h05 (horário de Brasília). Apesar da volatilidade moderada, o pregão foi marcado por movimentações contidas, sem a presença de fatores internos ou externos que impulsionassem operações mais agressivas.
Os investidores acompanharam com atenção o desempenho das ações de tecnologia em Wall Street e as recentes declarações de dirigentes do Federal Reserve, que reacenderam dúvidas sobre a possibilidade de um novo corte de juros nos Estados Unidos em dezembro. As incertezas afetaram o apetite por risco durante a primeira metade do pregão, mas o câmbio brasileiro manteve ritmo estável ao longo do dia.
O dólar iniciou a sessão em alta, tocando a máxima de R$ 5,3180 às 9h22, mas perdeu força ao longo da manhã e atingiu a mínima de R$ 5,2737 às 12h47. A partir daí, voltou a se aproximar da estabilidade até o fechamento.
No exterior, a divisa norte-americana também exibiu comportamento misto, e o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, registrou leve alta de 0,05% no fim da tarde, chegando a 99,286.
No mercado doméstico, o Banco Central realizou pela manhã a venda de 45 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de dezembro. Para esta segunda-feira (17), está previsto um leilão de linha — operação de venda de dólares com compromisso de recompra — no valor de US$ 1,25 bilhão, destinado a rolar compromissos que vencem em 2 de dezembro.