Mercado do feijão mantém equilíbrio frágil em outubro
Oferta controlada e consumo contido seguram os preços no fim do mês
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O mercado do feijão carioca passou outubro em ritmo lento, mas com preços firmes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o setor vive um “equilíbrio tenso”: pouca oferta, demanda fraca e negócios pontuais.
A maior parte do produto disponível vem de sobras de armazém e cargas de Minas Gerais e Goiás, muitas delas guardadas pelos produtores à espera de melhor preço. Há diferenças grandes na qualidade dos grãos, alguns com umidade ou ressecamento, mas também feijões premium, como o tipo Dama, que chegam a R$ 320 por saca.
O consumo interno continua fraco, mas as exportações ajudam a sustentar as cotações, apoiadas pelo dólar valorizado. A irregularidade das chuvas e o risco de estiagem nas novas lavouras devem manter os preços firmes até dezembro.
Enquanto isso, o feijão preto enfrenta cenário oposto, com liquidez mínima e preços travados. Mesmo com exportações crescentes, os estoques internos ainda são altos. O produto é vendido a R$ 137 a R$ 138 por saca em Chapecó e Ponta Grossa.
No Sul, o plantio avança lentamente por causa do frio, seca e presença de mosca-branca, o que encarece os custos e pode reduzir a área cultivada. A baixa produção esperada pode ajudar na recuperação de preços mais adiante.