Brasil pode somar R$ 94,8 bilhões ao PIB por ano até 2030 com tecnologias sustentáveis no campo
Estudo da FGV mostra que práticas de baixo carbono no agro podem gerar empregos e reduzir emissões
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Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que o uso de tecnologias sustentáveis na agricultura e na pecuária pode aumentar o PIB do Brasil em até R$ 94,8 bilhões por ano até 2030. O levantamento foi feito pelo Observatório de Bioeconomia da FGV, com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni.
Segundo a pesquisa, práticas de baixo carbono como biocombustíveis, bioinsumos, plantio direto e terminação intensiva de gado podem impulsionar o crescimento do país, gerar mais de 700 mil empregos e reduzir as emissões de CO₂. Só os biocombustíveis podem adicionar R$ 71,4 bilhões ao PIB anual.
O pesquisador Cícero Lima, da FGV, explicou que “uma única tecnologia, como os bioinsumos, pode representar mais de 6% do crescimento total da economia em um ano”.
Para Eduardo Bastos, do Instituto Equilíbrio, “a sustentabilidade no campo é uma agenda de produtividade e geração de renda, não apenas de preservação ambiental”. Ele defendeu políticas públicas e financiamentos para acelerar a adoção dessas práticas.
O estudo destaca também ganhos ambientais. O plantio direto pode evitar 7,4 milhões de toneladas de emissões de CO₂ até 2030, enquanto o uso de bioinsumos e a terminação intensiva de gado ajudam a produzir mais sem ampliar a área agrícola.
A FGV reforça que o Brasil tem potencial para unir crescimento econômico e sustentabilidade, desde que invista em políticas claras e amplie o acesso ao crédito verde.