Os contratos do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam esta segunda-feira (20) em alta, influenciados pela desvalorização do dólar frente ao real, pelas ameaças de novas tarifas dos Estados Unidos sobre a Colômbia e pelas chuvas irregulares no Brasil.
Segundo o consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado, a tensão entre EUA e Colômbia preocupa o mercado, pois pode elevar tarifas e afetar a competitividade. “O Brasil está proibitivo pelas tarifas de 50%, e a Colômbia paga 10%. Caso os EUA aumentem essas tarifas, o impacto será grande para a indústria americana”, explicou.
A baixa nos estoques certificados da bolsa também contribuiu para o movimento de alta. No Brasil, o clima seco no fim de outubro causa apreensão quanto à florada que definirá a safra de 2026.
Em meio a isso, o contrato de dezembro/2025 subiu 2,2%, fechando a 406,35 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para março/2026 encerrou a 383,30 centavos, alta de 2%.