Feijão mantém ritmo lento e preços seguem pressionados no país
Chuvas no Sul e lotes de baixa qualidade reduzem negócios e desvalorizam o produto
Foto: Sebastião Araújo/Embrapa
O mercado do feijão se manteve em ritmo lento ao longo da semana passada, com preços pressionados. Segundo pesquisadores do Cepea, o comportamento retraído dos compradores e a presença de lotes com umidade acima do ideal para a indústria influenciaram as baixas nas cotações.
Os lotes de melhor qualidade, chamados “extras”, são escassos e valorizados. Muitos produtores só vendem quando precisam de caixa, enquanto os mais capitalizados preferem armazenar. No campo, a semeadura da safra 2025/26 alcança 21,1% da área estimada para a primeira safra, de acordo com dados da Conab até 11 de outubro.
No Sul, as atividades seguem lentas devido às chuvas. Em São Paulo, a semeadura foi concluída e os produtores já se preparam para colher no fim do mês, favorecidos por lavouras irrigadas e janela antecipada.
Estimativas da Conab indicam que a safra brasileira de feijão 2025/26 deve somar 3,04 milhões de toneladas, com queda de 1% em relação à anterior. A retração é resultado de redução na área plantada (2,68 milhões de hectares, -0,4%) e na produtividade (1.134 kg/ha, -0,5%). A oferta, porém, segue diferente entre os tipos: cores, preto e caupi.