Setor de máquinas e equipamentos recua 10,7% em agosto, aponta Abimaq

Consumo aparente cai para R$34,3 bilhões, com retração nas vendas internas e nas importações

Por -Da Redação, com CompreRural
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Setor de máquinas e equipamentos recua 10,7% em agosto, aponta Abimaq
Foto: Reprodução

O setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 10,7% em agosto, na comparação com o mesmo período de 2024. O recuo refletiu menor demanda por bens importados e produzidos localmente, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O consumo aparente — que soma a produção interna e as importações, descontadas as exportações — atingiu R$34,34 bilhões no mês. Já o faturamento total da indústria somou R$26,53 bilhões, uma queda de 5,6% em relação a agosto de 2024, mas com leve alta de 0,6% frente a julho.

As receitas com vendas dentro do Brasil somaram R$19,65 bilhões, retração de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação mensal, houve crescimento de 1,6%.

A Abimaq destacou que, ao longo de 2025, o maior crescimento ocorreu no segmento de bens de consumo, beneficiado pelo aumento do poder de compra das famílias.

As exportações se mantiveram estáveis em agosto, alcançando US$1,26 bilhão. O resultado representou alta de mais de 33% em relação a agosto de 2024, embora tenha registrado leve queda de 0,5% frente a julho.

O bom desempenho foi puxado por máquinas voltadas à infraestrutura, logística e construção civil, com destaque para a América do Sul, especialmente Argentina, Chile e Peru. Por outro lado, as vendas para os Estados Unidos — que representam 25,9% do total exportado entre janeiro e agosto — caíram 7,5%, em razão da menor demanda do setor de construção civil norte-americano.

As importações totalizaram US$2,57 bilhões, praticamente estáveis em relação ao ano anterior (-0,2%) e em queda de 11,4% ante julho. Segundo a Abimaq, a redução dos preços médios das máquinas importadas ao longo de 2025 neutralizou parte dos efeitos da desvalorização do real e favoreceu maior entrada de equipamentos em termos de volume físico.

Com queda nas vendas internas, estabilidade no comércio exterior e pressões cambiais, o setor segue em busca de equilíbrio em meio às incertezas econômicas globais e à oscilação da demanda doméstica.


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