Lula defende democracia e critica sanções em discurso na ONU
Presidente fala sobre soberania, fome, clima e conflitos internacionais na Assembleia Geral
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu na terça-feira (23) o Debate Geral da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele defendeu a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.
Sem citar Donald Trump, Lula criticou as sanções aplicadas pelos Estados Unidos e disse que a independência do Judiciário deve ser respeitada. Também mencionou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o processo seguiu todas as garantias legais.
Lula destacou que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome em 2025, mas lembrou que 670 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Defendeu mais cooperação internacional, menos gastos com guerras e a regulação das plataformas digitais.
Sobre conflitos, criticou a guerra em Gaza, dizendo que nada justifica o genocídio em curso, e pediu paz para Ucrânia, Venezuela, Haiti e Cuba. Em relação ao clima, disse que a COP30, em Belém, será “a COP da verdade” e pediu compromissos firmes.
Lula encerrou defendendo a reforma da ONU e um Conselho de Segurança ampliado, além de mais protagonismo para o Sul Global.