Dólar cai para menor nível em seis meses após tarifas de Trump; Bolsa resiste a quedas globais
Moeda norte-americana recua 1,23% e fecha a R$ 5,62, enquanto Ibovespa se mantém estável
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O mercado financeiro brasileiro teve uma reação menos turbulenta do que o esperado na quinta-feira (3), um dia após o anúncio do novo pacote de tarifas de importação do governo de Donald Trump. O dólar comercial registrou queda de 1,23%, fechando em R$ 5,629, o menor valor desde outubro de 2024. Já a bolsa de valores, apesar das oscilações, encerrou o dia praticamente estável, destoando da forte queda dos mercados globais.
Durante a manhã, o dólar chegou a cair para R$ 5,59, mas voltou a superar R$ 5,60 à tarde, impulsionado por uma leve recuperação externa e por investidores aproveitando o câmbio mais baixo para comprar a moeda norte-americana. No acumulado de 2025, o dólar já recuou 8,91%.
Bolsa brasileira segura perdas enquanto Wall Street desaba
Enquanto os mercados europeus, asiáticos e norte-americanos sofreram quedas expressivas, a bolsa brasileira mostrou resiliência. O Ibovespa, principal índice da B3, oscilou ao longo do dia e fechou com leve baixa de 0,04%, aos 131.141 pontos.
Nos Estados Unidos, o efeito do tarifaço de Trump foi severo: o índice Dow Jones caiu 3,98%, o Nasdaq despencou 5,97%, e o S&P 500 recuou 4,84%, refletindo temores de impactos negativos para as empresas norte-americanas.
O pacote de tarifas anunciado pelo governo dos EUA impôs sobretaxas de 10% para países da América Latina, 20% para a União Europeia e 30% para a Ásia, gerando instabilidade nos mercados globais. No entanto, investidores enxergaram a tarifa de 10% para a América Latina como menos severa do que o esperado, o que ajudou a valorizar moedas emergentes, como o real.
O euro, por outro lado, se fortaleceu e subiu 0,35%, encerrando o dia cotado a R$ 6,20.
Especialistas alertam que os próximos dias ainda podem trazer volatilidade, à medida que governos avaliam possíveis medidas de retaliação contra as políticas protecionistas dos EUA.