O temor de um avanço da inflação e a expectativa de medidas que possam aquecer ainda mais a economia impactaram o mercado financeiro nesta segunda-feira (24). O dólar comercial fechou em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,755, enquanto a Bolsa de Valores brasileira registrou sua segunda queda consecutiva, encerrando o dia aos 125.401 pontos, com retração de 1,36%.
Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a cair para R$ 5,71, mas subiu no fim da tarde, encerrando no maior patamar desde o dia 13 deste mês. Apesar da valorização recente, o dólar acumula queda de 6,87% no ano.
No mercado acionário, o Ibovespa operou de forma estável nas primeiras horas do dia, mas passou a cair no período da tarde, pressionado por fatores internos e externos. A antecipação de dados positivos sobre o mercado de trabalho pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, gerou receios de que o Banco Central adote uma política monetária mais rígida para conter a inflação, o que desestimula investimentos em renda variável.
Além do cenário interno, a queda das bolsas norte-americanas também influenciou os mercados brasileiros. Investidores aguardam a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos, como os dados de confiança do consumidor, previstos para esta semana, o que pode impactar ainda mais o câmbio e a renda variável no Brasil.