O Ministério da Economia e Finanças do Uruguai confirmou, nesta terça-feira (17), a decisão de vetar a venda de ativos da Marfrig para a Minerva, após análise da Comissão de Promoção e Defesa da Competência (Coprodec). A negociação incluía unidades de abate de bovinos localizadas em Colônia, Salto e San José, mas não poderá ser finalizada sem a aprovação do órgão regulador.
Avaliada em R$ 675 milhões, a transação foi proposta como parte de um amplo acordo de venda de ativos da Marfrig na América do Sul, anunciado em agosto de 2023. Enquanto a Minerva concluiu a aquisição de 13 unidades no Brasil, Chile e Argentina por R$ 7,18 bilhões no final de outubro, a operação no Uruguai permanece bloqueada devido à falta de aval das autoridades locais.
A Minerva declarou que está avaliando os termos da decisão e possíveis medidas legais, incluindo a reapresentação do caso, conforme sugerido pelo Ministério da Economia uruguaio. A empresa também comunicou que decidiu descontinuar as projeções financeiras para 2024, alegando atrasos na concretização dos impactos esperados da compra dos ativos da Marfrig.
A decisão regulatória ressalta os desafios enfrentados pelas companhias em operações de grande escala, destacando o impacto das barreiras locais no cenário competitivo da indústria de carnes na América do Sul.