João Menezes

Engenheiro Agrônomo, assistente agropecuário e facilitador do GTEPS (Grupo de Troca de Experiências em Pecuária Sustentável).


Mais arrobas em pastagens corrigidas e adubadas

20/07/2022

Mais arrobas em pastagens corrigidas e adubadas (Foto: Divulgação)

Após uma amostragem bem-feita e representativa da área a ser corrigida e adubada, nessa época do ano já deveríamos ter, em mãos, os resultados das análises de solo e iniciar a calagem para que com o início das chuvas os pastos possam ser adubados com o produto adequado, na dose indicada, na época certa e no local correto.

A amostragem é muito importante e tem que ser representativa da área a ser analisada. Muitas vezes é realizada em poucos pontos por pasto ou piquete e pode não representar o solo da área desejada. O ideal é que se colete acima de 20 pontos (sub amostra) por área a ser analisada (amostra). Um trabalho muito interessante é a amostragem de precisão para confecção dos mapas de fertilidade de solo da propriedade. 

Nessa época do ano, já deveríamos ter em mãos os resultados das análises e efetuar a calagem e/ou gessagem. Isso permite que tenhamos tempo e umidade suficiente até a época das chuvas para que o calcário faça efeito. O tipo de calcário deve ser escolhido baseado nos resultados da análise. Solos com magnésio abaixo de 15% da CTC, devem receber calcário dolomítico. Quando esse está corrigido, optamos pelo calcítico. A gessagem deve ser feita em duas situações, quando queremos corrigir alumínio em subsuperfície, 20-40 cm, e como fonte de enxofre, sendo necessariamente exigido uma amostragem de solo também de 20-40 cm.

A escolha dos produtos a serem usados deve ser feita de forma criteriosa e técnica e sempre nos atentando quanto a melhor relação custo benefício. Adubos orgânicos, organominerais, pós de rocha e fosfatos naturais podem ser usados, desde que viáveis economicamente e respeitando suas características, potencialidade e proximidade, pois o frete pode inviabilizar seu uso devido a serem produtos menos concentrados. Os adubos químicos, formulados ou não, têm sido os mais usados, principalmente pela operacionalidade e custo dos nutrientes. 

A quantidade a ser aplicada dependerá da produtividade esperada. Em situação de pecuária extensiva onde os níveis de produtividade esperado são menores, se pode trabalhar com calagem e fosfatos reativos naturais (importados), mas em áreas mais intensivas, para manutenção da produtividade ou elevação da taxa de lotação, os produtos nitrogenados, potássicos e fosfatados mais solúveis, são mais indicados, pois têm uma liberação mais rápida para plantas de elevado acúmulo de forragem.

A adubação fosfatada pode ser feita no início das chuvas e a potássica, dependendo da quantidade e do tipo de solo deve ser parcelada. O nitrogênio deve ser aplicado imediatamente após o pastejo e sempre nos meses de maior acúmulo de massa de forragem.

Em pastagens a aplicação normalmente é feita a lanço, porém os trabalhos têm demonstrado que existem máquinas mais simples que não distribuem o produto uniformemente e a adubação, pode ser ineficiente e desigual. 

As pastagens adubadas são mais produtivas, mas devem ser tratadas como uma cultura, aplicando produto adequado, na dose indicada, na época certa e no local correto.

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