João Menezes

Engenheiro Agrônomo, assistente agropecuário e facilitador do GTEPS (Grupo de Troca de Experiências em Pecuária Sustentável).


Mais Arrobas com o melhor manejo de pastagens

15/12/2021

Mais Arrobas com o melhor manejo de pastagens A coluna Mais Arrobas trata da manutenção de pastagens. (Foto: Pixabay)

Pastagens bem manejadas proporcionam melhores produções, maior eficiência de colheita, forragens de melhor qualidade e pastagens persistentes por mais anos, melhorando a taxa de lotação e o desempenho animal.

Qualquer prática que se emprega para melhorar uma pastagem, desde a estabelecimento, reforma, correção e adubação, controle de plantas daninhas e de pragas envolvem custos elevados. A única prática que não tem custo é o manejo adequado da pastagem, que é colocar e retirar o gado no pasto no momento correto.

Quando as pastagens são bem manejadas, a produção aumenta porque se respeita a fisiologia da planta e isso proporciona uma rebrota mais vigorosa e produtiva, se consegue colher mais forragem porque se coloca o gado quando o capim está ideal para o consumo, sem perdas por excesso de talos ou folhas mortas que não serão consumidas e as pastagens duram mais tempo porque as raízes e a própria planta têm melhor desenvolvimento, aumentando a persistência daquela pastagem.

Entre os três conceitos que precisam ser respeitados para um bom manejo, o primeiro é altura de entrada. Toda planta tem uma altura ideal para o gado consumir a forragem no seu ponto de melhor eficiência que é quando ela atinge 95% de interceptação luminosa. Nesse momento, a planta tem o máximo de forragem verde consumível pelo gado. Se colocar antes, temos menos forragem disponível, se colocar depois, a massa de forragem é maior, porém de pouca qualidade, com mais hastes e folhas mortas, aumentando as perdas de forragem que não serão consumidas pelo animal (Tabela 1).

Um segundo conceito importante é respeitar altura de saída ideal. Se a planta é pastejada abaixo dessa altura, há eliminação de folhas fotossinteticamente ativas que ajudam na rebrota e dos meristemas apicais que são os pontos de crescimento, de onde saem todas as folhas novas. A planta rebrotará então dos meristemas basais, sendo uma rebrota mais demorada e menos vigorosa, diminuindo a produtividade e facilitando o aparecimento de plantas invasoras (Tabela 1).

O terceiro conceito é que deve ser respeitado o período de descanso da planta. Após o pastejo, diminuem as folhas fotossinteticamente ativas e a planta utiliza suas reservas para rebrotar, portanto entre um pastejo e outro é necessário um tempo para que a planta possa recuperar suas reservas. Entre as rebrotas na época das chuvas, o período de descanso pode ser menor porque a planta tem acumulação mais rápida e vigorosa de forragem e atinge a altura de entrada mais rapidamente e na época de menor pluviosidade e temperaturas mais baixas, esse período de descanso deve ser maior. Pastagens adubadas também podem ter um período de descanso menor.

O manejo de pastagem é uma tecnologia que traz grandes resultados para melhoria da produtividade das forrageiras, com pouco ou nenhum custo, melhorando a persistência e longevidade da pastagem e aumentando o desempenho animal.

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