João Menezes

Engenheiro Agrônomo, assistente agropecuário e facilitador do GTEPS (Grupo de Troca de Experiências em Pecuária Sustentável).


Como produzir mais arrobas em um pasto recém-formado

10/11/2021

Como produzir mais arrobas em um pasto recém-formado Pastagem que passou do ponto de colocar o gado e perda de forragem.

Em pastagens bem formadas não é necessário esperar a planta produzir sementes, a pastagem pode ser usada rapidamente e deve-se evitar o problema de acamamento, porém o super pastejo deve ser evitado e o uso de herbicidas quando houver presença de plantas daninhas é indicado.

Antigamente se formavam pastagens com sementes de qualidade duvidosa, economizando na quantidade pois estas eram caras e nem sempre se conseguia estabelecer pastos com a população de plantas adequadas. Era comum o produtor esperar a forrageira produzir sementes e caírem no chão para ocupar os espaços vazios para então soltar o gado. Essa prática hoje é totalmente desnecessária e leva ao acamamento da forrageira e a perda de eficiência no uso das pastagens. Essa forragem perdida, acamada, que o gado não consome, são perdas de alimento produzido e não utilizado (conforme imagem que ilustra o texto).

Pastagens bem formadas devem ser usadas assim que atingirem altura ligeiramente superior às recomendadas para seu manejo e antes de florescerem e produzir sementes. Os animais aproveitarão uma forragem de melhor qualidade e permitirá um maior perfilhamento das plantas e cobertura do solo. Importante que esse primeiro pastejo seja um pastejo leve, somente consumo de pontas, com uma altura do resíduo, a sobra pós pastejo acima do ideal. Já a partir do segundo pastejo usa-se normalmente as pastagens nas alturas recomendadas para cada espécie.

Com um pastejo inicial adequado, as plantas terão menor competição e o estabelecimento será mais consistente. Evitar o superpastejo inicial, pois precisamos favorecer o estabelecimento inicial das plantas e um rebrota vigorosa pós pastejo.

No estabelecimento pode haver, devido ao revolvimento do solo, o aparecimento de plantas indesejáveis que competirão com água, luz e nutrientes com a forrageira e em alguns casos, é necessário fazer a aplicação herbicidas para diminuir ou eliminar a população de plantas daninhas. Essas plantas atrasam a perfeita cobertura do solo pela forrageira e podem prejudicar o estabelecimento da pastagem, com aparecimento de espaços sem a presença da forrageira que no futuro poderão exigir uma reforma mais precoce da pastagem. Se esses herbicidas forem usados precocemente, com as plantas invasoras novas, se pode optar por produtos mais baratos, de maior espectro que acabam tendo um custo menor para eliminar essas plantas.

Em áreas adubadas, uma primeira cobertura com adubos nitrogenados a partir de 30 a 40 dias favorece o estabelecimento, com uma cobertura mais rápida do primeiro ano é desnecessário fazer essa cobertura porque a produtividade da forragem no primeiro ano, pela incorporação da matéria orgânica, é bastante elevada.

Passagens devem ser bem formadas, usadas rapidamente com o aproveitamento da excelente produtividade no primeiro ano, sem esquecer o bom manejo para que elas durem muitos anos.

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